Coração de Retalhos

coração de retalhos

Quando uma pessoa ama
e sabe amar
sofrer faz parte desse trajeto
cada amor que se da
é um pedaço do coração que se vai
quando encontramos quem também
nos da um pedaço de seu amor
podemos então colocar no espaço
que ficou faltando

… tentando assim preencher os espaços vazios

 

Hoje talvez falte um pedaço ou outro
porque não a quiseram completar…

mas estou feliz

Que amo e amei…
Que sofri e chorei…
mas que meu coração será sempre assim
carregando um pouco dos amores que amei…

 

 

Nil Tojal, um bardo solitário.

Publicado em: on 13 Novembro ,2006 at 1:32 pm Comentários (1)

Saudades

Saudades
Já vi o pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado…
Já vi centenas de bem-te-vis amontoados alegremente
em uma única árvore, esperando o anoitecer,
com sua sinfônica algazarra…

já tropecei no caminho por andar a noite
olhando as estrelas…
e continuo tropeçando…
e adorando cada tropeço!

Já saí do caminho só para pisar em folhas secas que estalam…

Já fiquei descalça só para sentir em meus pés a grama
molhada pela chuva…
E rezei para chover novamente!

Já apreciei o cheiro da madeira estalando na lareira…
E passei a noite inteira acordada
só para ver a chama dançar e festejar a noite!

Já presenciei o machado podando uma árvore
e chorei com ela!

Já alimente um beija-flor e depois voei com ele para liberdade!

Hoje ainda procuro a Lua, e a cada noite que a vejo
recebo-a com festa!

Hoje ainda beijo e celebro minhas flores… minhas plantas… meus amores!

Hoje… vejo pouco do que via…
Faço pouco do que fazia,
e só agora, somente neste momento percebo isso… e… sinto por isso!

“Esse é presente dado por uma amiga…. Condinome Sophia”

Nil Tojal, um bardo solitário.

Publicado em: on at 1:14 am Comentários (2)

Caminhando por você

caminhando por vc

cada passo que dou
tudo me leva ao seu lado
na minha boca
ainda é possível sentir seu mel
minhas mãos subindo em suas pernas
sentindo você tremer o corpo
os momentos eram eternos como agora
como se tudo parasse ao ouvir seu doce sussurro
mas o eterno se tornou poucos minutos
que sempre esta vivo em meus pensamentos
E como se fosse um convite para o delírio
Sentar em um bar sentir o gosto da bebida
e vagar por seu corpo mais uma vez
minhas mãos em sua cintura
acariciando seu corpo
minha boca em seu colo
como se fosse menino se deleitando
pela primeira vez
o gosto de sua boca
a excitação cada vez mais constante
num tem como não se entregar a esse desejo
e como agora não posso ter você aqui
eu continuo caminhando
como um pobre lúdico
andando sonhando com seus beijos

 

Nil Tojal, um bardo solitário.

Publicado em: on 7 Novembro ,2006 at 1:56 pm Deixe um comentário

A Lágrima da Lua

A Lágrima Lua
No reino infinito do Universo
Há uma lenda de real beleza:
“A Lua, com ternura e singeleza,
apaixonou-se pelo Sol perverso.”

Mas, não podendo o seu grande anelo,
aborrecer as Leis da Natureza,
Ela foi obrigada, com tristeza,
A não realizar o sonho belo!

E teve ainda um castigo infame:
foi condenada a não amar alguém
nem ser admirada por ninguém.
(embora – às escondidas – eu o ame).

Na sua interminável desventura
Ela passou a caminhar errante:
Vivendo de quadrante em quadrante
Pra esconder a face de amargura.

E ela ficou fria… diferente…
E, se tristonha a sua dor deplora,
a chuva e o orvalho que ela chora
são devorados pelo Sol ardente!

Outrora, lastimando a sina ingrata,
em noite escura estando o céu sombrio
Seu pranto ia perder-se na cascata.

Quando havia seresta, em lua-cheia,
Ela descia a Terra e de relance
Chorava escondido o seu romance
e ocultava as lágrimas na areia.

Um dia, apressada e distraída,
Quando quis voltar ao firmamento,
Talvez por lamentável esquecimento,
Deixou uma das lágrimas perdida!

E certa noite enluarada e bela,
Apareceu, em ressequida folha,
Uma pequena e desprezada bolha
de pranto, luminosa como estrela!

Mas… as asas sutis do esquecimento
Levaram-na pra longe… ela se esconde!
Pois nunca mais souberam para onde
Foi a folha levada pelo vento.

Porém, se causticante o Sol flutua,
Aqui, evaporando-se, ignorado,
Infelizmente eu sou a triste gota
de lágrima deixada pela Lua!…

Uma lembrança de A.Shual….

Nil Tojal, um bardo solitário.

Publicado em: on 3 Novembro ,2006 at 10:54 pm Comentários (5)